OFERECENDO A DEUS UMA VIDA FRUTÍFERA

 

No dia seguinte, quando eles estavam voltando de Betânia, Jesus teve fome. Viu de longe uma figueira cheia de folhas e foi até lá para ver se havia figos. Quando chegou perto, encontrou somente folhas porque não era tempo de figos. Então disse à figueira: —Que nunca mais ninguém coma das suas frutas! E os seus discípulos ouviram isso. Marcos 11.12-14

 

Há somente dois registros nos Evangelhos de que Jesus teve fome: o primeiro foi depois dos 40 dias de jejum e oração no deserto; o segundo, quando voltava de Betânia para Jerusalém.

 

Na primeira vez, Jesus foi servido pelos anjos (Mt 4.11). Podemos imaginar que banquete foi aquele. Mas aqui em Betânia, Jesus queria um lanche rápido, um breakfast, só pra forrar o estômago.

 

Daí, por sorte está aquela figueira – à beira do caminho. Olha, você tem aqui uma combinação extraordinária.

O Mestre do Universo, o Criador de todos os seres vivos, o divino Agricultor com fome, e no caminho dEle, uma figueira, cheia de folhas verdinhas, promissora, bem à mão, como que dizendo – chegue mais perto, faça o seu pedido, pegue o que precisa, mate a sua fome.

 

De repente, o inesperado acontece. Jesus chega à figueira, olha de um lado, olha de outro, bate num galho aqui, noutro acolá e...nada, não acha nada, nenhum fruto.

Jesus reage com justa indignação e ali mesmo pronuncia o seu julgamento: —Que nunca mais ninguém coma das suas frutas!

Na mesma hora a figueira secou.

 

Mas há um detalhe. O evangelista Marcos disse que não era tempo de figos.

 

Ora, então por que Jesus foi tão radical com aquela pobre figueira? Por que procurar figos fora de época?

O problema dessa figueira não era o de não ter figos, mas dar a aparência de tê-los. Ela atraía pessoas com uma imagem bonita, folhas verdes, parecendo saudável, mas o que parecia ser uma promessa acabou numa frustração. Todas as suas energias eram usadas para alimentar a sua beleza exterior, mas era uma figueira estéril.

 

A figueira enganou Jesus? A Ele não. Jesus sabe todas as coisas. Mas havia um princípio que Jesus queria ensinar aos seus apóstolos.

 

O princípio é esse: você não precisa ser o que não é, não precisa dar o que não tem, mas não pode mostrar a outros o que você não é, não pode prometer o que não pode cumprir.

Na carta de Judas, há várias figuras que ilustram esse comportamento. Ali, o Apóstolo fala de – rochas submersas, nuvens sem água, árvores em plena estação frutífera, sem nenhum fruto, etc.

- Nunca mais nasça fruto de ti!

 

O que aconteceu àquela figueira é um alerta a cada um de nós. DEUS espera de nós frutos dignos de arrependimento, dignos do investimento que ele fez em nossas vidas.

 

Se aquela figueira pudesse falar, provavelmente diria:

- Olhem, eu era apenas uma figueira, mas você é uma criatura à imagem e semelhança de DEUS. O que você está fazendo por aquele que deu a vida por você?

 

Há muita gente fazendo como a figueira de Betânia. Vamos chamá-los de ‘crentes-figueira’.

Eles estão cheios de folhas verdes. Estão à beira do caminho. Você pode vê-los facilmente. Eles vêm ao culto, cantam, gesticulam, batem palma, mas se você chegar perto, balançar seus galhos, não achará nada. Não há fruto algum em suas vidas.

Quantas chuvas de bênçãos os cobriram, quanto orvalho de graça caiu sobre eles, mas tudo foi usado em proveito próprio, nenhum fruto produzido, nenhum serviço oferecido.

 

Como galhos da Videira Verdadeira, eles sorvem toda a seiva, toda a vida, todos os nutrientes que a Raiz envia aos ramos. Mas chega ali e pára. Nunca o alimento é transformado em fruto. Ninguém lucra com isso.

Certa vez ele afirmou:

Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e dêem fruto e que esse fruto não se perca. Isso a fim de que o Pai lhes dê tudo o que pedirem em meu nome. João 15:16 

 

Aqui temos – Quem escolhe, quem é escolhido, a responsabilidade de quem é escolhido e o alcance da responsabilidade.

 

Essa mensagem é sobre como eu posso servir ao meu SENHOR, caso ele tenha fome e precise de mim. Ora, é claro que Jesus não sente fome de nada. É somente uma analogia. Mas caso Ele precise de mim, o que posso oferecer a Ele? Como posso oferecer a DEUS uma vida frutífera?

 

Para ser uma pessoa frutífera...

 

FIRME SUAS RAÍZES JUNTO ÀS ÁGUAS.

 

Se você quer ser uma pessoa frutífera para DEUS, você precisa fazer suas raízes chegarem ao ribeiro de águas. O rei Davi escreveu:

 

Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. Salmo 1.3

Viu isso? Folha verde + fruto maduro = sucesso.

 

Gosto dessa imagem da raiz à procura de nutrientes. DEUS inventou isso. A raiz é atraída pela água, assim como a alma humana é atraída pela Presença de DEUS.

DEUS intencionalmente nos criou dependentes dEle. E se você quer ser útil a DEUS, firme suas raízes, busque alimento, seja saudável, e você será uma pessoa frutífera.

 

Mas a raiz é uma analogia, uma figura de linguagem. Como trazer isso para a nossa vida diária? Que raízes são essas?

 

a)  Firme a raiz da sua Devoção.

 

Alguém já disse que uma pessoa é conhecida por sua paixão. Devoção, adoração é a paixão no lugar certoem DEUS. Idolatria é paixão no lugar errado.

Há crentes sem paixão espiritual. Eles amam seu trabalho, levam à sério o seu divertimento, mas brincam com a sua devoção.

 

“Nada de importante no mundo jamais foi realizado sem uma grande paixão”. (G. W. F. Hegel)

 

Devoção é a raiz que nos alimenta de DEUS mesmo. Mas devoção requer tempo.

Hoje nós vivemos a cultura do ‘fast-food’. Fast-Food é um termo inglês usado para designar uma refeição rápida. Você faz o pedido e em questão de minutos a comida está pronta.

Nessa onda foi inventado o fast-crente, que vive atrás de um fast-culto, uma fast-pregação, uma fast-oração, uma fast-devoção.

Não é surpresa não encontrar fruto algum nessas figueiras.

 

Quando DEUS estava preparando Josué para suceder Moisés na liderança do povo de Israel, o SENHOR lhe ordenou duas coisas: a primeira, que ele fosse um homem corajoso, sem medo, e a segunda foi:

Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido. Josué 1.8

 

O segredo de ser bem-sucedido é meditar, e meditar é pensar com o coração. Isso requer tempo, e estamos sempre ocupados demais.

 

Certa vez, Henry Ford contratou um perito em administração para avaliar se sua gerência estava correta. Depois de algumas semanas, o perito disse:

- Sr Ford, o senhor fez tudo certo, exceto por uma coisa. Há um homem num escritório, e toda vez que eu entro lá, ele está sentado com os pés em cima da mesa.

O senhor está jogando dinheiro fora com esse funcionário.

­Então Henry Ford respondeu ao perito:

- Caro senhor, aquele homem certa vez teve uma idéia que me economizou milhões de dólares. Creio que os pés dele estão no lugar certo.

 

O Salmista disse:

Os meus passos apegaram-se às tuas veredas. Não resvalaram os meus pés. Salmos 17:5 

 

Devoção é o amor no lugar certo. Você só ama a quem conhece, e só conhece a DEUS quando lê e medita na Escritura. Jesus disse:

Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. João 5:39 

 

Firme sua devoção, alimente-se de DEUS, entre no seu quarto, feche a porta, abra a sua bíblia, leia uma passagem, espere a Palavra entrar em você, deixe sua mente ser purificada pela Escritura, medite, então comece a orar. Haverá muito fruto na sua vida.

 

William Temple tem uma notável definição de devoção:

 

“Devoção é submissão total a DEUS. É o despertar da consciência pela sua Santidade; é a mente alimentada pela verdade; é a imaginação purificada pela Sua beleza; é o coração traspassado pelo Seu amor; é a rendição da vontade pelo Seu propósito...e isso é a cura para o pecado original do culto a si mesmo.”

(Warren W. Wiersbe, The Integrity Crisis, Thomas Nelson Publishers, 1991, p. 119.)

 

b)  Firme a raiz de seus Valores

 

A outra raiz da nossa vida são nossos valores. Valores determinam o que é importante para cada um de nós. Eles estão por trás de cada atitude que tomamos. Valores explicam o que fazemos, como fazemos, porque fazemos, a pressa ou demora do que fazemos, o interesse e a dedicação utilizados.

Se você quer ser uma pessoa frutífera para DEUS, você terá que adotar valores eternos.

 

Quando o Titanic afundava, certa passageira que estava sentada num dos botes, pediu para ir ao seu quarto apanhar alguns utensílios. E lhe deram 3 minutos. Ela saiu correndo, desceu as escadas, até chegar ao seu quarto. Abriu um cofre e apanhou todas as suas jóias. Mas de repente, ela pensou melhor, jogou as jóias em cima da cama e apanhou 3 laranjas e correu para o bote. Doze horas antes, pedras preciosas valiam mais que laranjas. Mas diante da morte, valores tornam-se mais claros.

 

Firme suas raízes, firme seus valores, porque são eles que determinam quem você é, e o que você vai acumular nesse mundo.

 

De onde vem os nossos valores? Há várias fontes.

 

A 1ª fonte é a nossa própria família. É de nossos pais que aprendemos a noção de comportamento, respeito, de como nos relacionar como nossos avós, irmãos, primos, tios, etc. De nossos pais que aprendemos a fé cristã, aprendemos a orar, aprendemos a temer a DEUS sobre todas as coisas.

 

A 2ª fonte são nossos professores. São eles que nos fazem entender a importância de conhecer, de estudar, de aprender.

 

A 3ª fonte é a igreja. É na família de DEUS que encontramos o propósito da nossa vida – das habilidades e dons do Espírito Santo.

 

Mas fonte primária e original de todos os valores é a Palavra de DEUS. Nela, princípios eternos geram valores genuínos:

Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR requer de ti? Não é que temas o SENHOR, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma... Deuteronômio 10:12 

 

Todos os genuínos valores da pessoa bem-sucedida nascem desse versículo.

Tudo que você fizer na vida, tudo que você buscar, tudo em que você estiver envolvido, precisa se encaixar nesses Quatro Verbos Vitais: temer, andar, amar e servir.

Temer - define a quem prestamos contas dos nossos atos. Andar – estabelece o como fazer as coisas. Amar explica porque fazer e Servir indica o propósito da nossa vida.

 

Por que há tanta violência, tanta brutalidade na sociedade atual? Porque as pessoas pensam que não vão prestar contas de nada. O juiz Nicolau dos Santos Neto, está se livrando da acusação de formação de quadrilha, porque o crime dele está caducando, prescrevendo (abril 2004). Em 2006, prescreve o crime de corrupção. Ou seja, daqui a 2 anos ele poderá sair livremente de casa e aproveitar o resto da vida, gastando todo o dinheiro roubado do povo brasileiro.

Um ladrão que rouba um tênis e mata o garoto, age sem medo de nada.

Um magistrado que rouba milhões de reais age como se ninguém pudesse julgá-lo.

 

Em Campinas, trafegamos sob o controle dos radares de 60km por hora. Você pode ir a 100 Km/h mas terá que pagar por isso. Isso é temor de multa. Mas só funciona naqueles 10 metros dos sensores.

 

O temor de DEUS é mais sábio. Ele me ensina a viver na presença de DEUS, o tempo todo. Por isso Temer e Andar estão co-ligados. DEUS disse a Abraão: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. (Gênesis 17:1)

 

Se houver temor no seu coração, você não vai trabalhar pra sua companhia, vai trabalhar pra DEUS. Você não vai vender um produto fraudulentamente, porque está andando na presença de DEUS. E isso muda tudo.

 

Se houver amor a DEUS no seu coração, você não vai roubar ninguém, matar ninguém, trair ninguém, mentir a ninguém, prejudicar ninguém. Porque o cumprimento da Lei é o Amor.

 

Se tudo que você fizer, quer seja em palavra, quer seja em ação, você fizer para servir a DEUS, não haverá mesquinhez na sua vida, e tudo que você fizer vai abençoar alguém.

 

Havia um monastério encravado nas montanhas da Áustria que servia de refrigério para inúmeros viajantes que ali repousavam. A paz e a quietude do lugar eram uma verdadeira cura para os visitantes.

 

Mas aconteceu de os monges começarem a sentir ciúmes uns dos outros, e discutirem sobre quem era o mais importante, quem fazia ou não fazia as tarefas diárias. Essa querela afetou profundamente o ambiente do monastério, e os visitantes deixaram de procurar aquele lugar.

 

Preocupado com a situação, o Abade responsável do monastério, procurou um velho e sábio sacerdote, e contou tudo o que se passava ali.

 

- Dê-me um conselho, disse o Abade.

O velho sacerdote respondeu:

- Enquanto você falava, eu tive uma visão.

- Uma visão? O que você viu? Conte logo meu amigo, disse o Abade.

- Eu vi que o Mestre, o Messias está entre os monges.

 

O Abade, transtornado pensou:

- Como é possível? O Messias entre nós? Mas quem pode ser ele?  Ivan? Jonatan? Arquimedes?

 

Correndo mais que podia, voltou pro monastério, reuniu todos os seus monges e disse:

- Irmãos, tenho uma boa notícia pra dar – DEUS nos mandou uma mensagem - o Messias está entre nós.

Os monges se entreolharam sem nada dizerem, mas pensando qual deles seria o Messias.

Daquele dia em diante, tudo mudou no monastério. Dois monges que estavam brigados, se reconciliaram. Outros começaram a se ajudar nas tarefas diárias, com medo de deixarem o Messias fazer o trabalho sozinho. Todos se tratavam gentil e amorosamente, com receio de serem hostis ao Mestre.

 

O ambiente do monastério mudou, e pouco a pouco, os viajantes voltaram e a casa ficou cheia de gente. Tudo porque os monges sabiam que o Messias estava entre eles. (Source: Scott Higgins)

 

Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Mateus 25.37-40

 

Você quer ser uma pessoa frutífera para DEUS? Tema ao SENHOR, ande na presença dele, ame-o de todo o coração e sirva-o todos os dias da sua vida.

 

 

2º DÊ FRUTOS QUE PERMANEÇAM ALÉM DE VOCÊ.

 

Quando Jesus disse “...fui eu que os escolhi para que vão e dêem fruto e que esse fruto não se perca.”, ele estava requerendo um tipo muito específico de fruto.

 

Se você quer um fruto para 1 ano, plante trigo.

Se você quer um fruto para 10 anos, plante árvores.

Se você quer um fruto para toda a vida, cultive pessoas.

 

Cultivar pessoas com o Evangelho é a maior aventura desse mundo, a maior recompensa do mundo vindouro. O Apóstolo Paulo disse:

Afinal, quando o nosso Senhor Jesus vier, vocês e ninguém mais são de modo todo especial a nossa esperança, a nossa alegria e o nosso motivo de satisfação, diante dele, pela nossa vitória. Sim, vocês são o nosso orgulho e a nossa alegria! 1ª Ts 2.19-20

 

Quando nós começamos a Igreja Shalom, estávamos profunda e graciosamente impactados com a doutrina bíblica da Comunhão dos Santos, é nisso que o ministério da Célula tem o seu alicerce.

Decidimos que a nossa igreja viveria baseada no princípio bíblico do relacionamento em lugar de programas.

A diferença é que no programa, você assiste e vai embora. No relacionamento é vida na vida.

Num programa, você precisa de uma atividade, no relacionamento você precisa de gente.

A Shalom é uma comunidade em que as pessoas são o programa. Por isso a nossa missão é transformar vidas pela oração, evangelismo, discipulado e serviço.

 

Mas veja o paradoxo. Aquilo que faz você sentir a maior realização da sua vida, é o que traz maior sofrimento. Como isso acontece?

Porque não é possível alimentar pessoas, não é possível ser uma pessoa frutífera sem que você tenha passado por um processo de morte de si mesmo.

 

Jesus mostrou isso na parábola do grão de trigo:

Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. João 12:24 

 

De que morte Jesus está falando? Ora, do instinto natural de viver para si mesmo. Quando vamos à cruz e ali morremos para nós mesmos, então começamos a viver. Antes disso, somos figueira estéril, cheia de folhas, mas sem fruto.

Jesus costumava dizer a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. (Lucas 9:23)

 

Viu isso? É a si mesmo, isso é muito doloroso, ninguém pode me matar, eu mesmo tenho que ir a cruz e morrer ali. Ninguém pode fazer isso por mim.

A história está cheia de exemplos de pessoas que transformaram pessoas a partir da renúncia de si mesmas.

 

Quero lhe contar a história de um homem de DEUS chamado Maximillian Kolbe, um sacerdote Polonês, que dirigia um mosteiro durante a segunda Guerra Mundial. Quando Hitler invadiu a Polônia em 1939, ele abrigou em seu mosteiro, cerca de 3 mil refugiados, incluindo 2 mil Judeus.

 

Quando a Gestapo descobriu o que ele fazia ali, prendeu Kolbe e todos os seus monges e os enviou para Auschwitz.

Naquele campo de concentração, os que não morriam nas câmaras de gás, eram mortos de trabalho, frio e fome.

Kolbe sempre ficava por ultimo na fila da comida, e geralmente ficava sem nada. E quando conseguia alguma coisa, sempre repartia com os doentes.

 

Mas em Auschwitz havia uma regra – para cada homem que fugisse, 10 seriam mortos. Certo dia, um prisioneiro fugiu, e todos os homens do galpão de Kolbe foram postos na frente do comandante do Campo, Karl Fritsch.

Dez homens foram escolhidos para morrer de fome, entre eles Franciszek Gajowniczek. Ao saber da sua escolha, aquele homem caiu no chão em prantos dizendo:

- Ai meu DEUS, minha esposa, meus filhos, que será deles!

 

Nesse momento Maximillian Kolbe deu um passo a frente chegou perto do comandante e disse:

- Sou um sacerdote, eu quero ir no lugar dele. Eu já sou velho e ele tem esposa e filhos.

O comandante surpreso disse: - Que é que esse porco polonês quer?

Kolbe insistiu:

- Sou um sacerdote polonês, quero tomar o lugar de Franciszek, porque ele tem esposa e filhos.

 

O Comandante pensou mas concordou com o pedido de Kolbe.

Franciszek Gajowniczek voltou para o pavilhão com os outros e Kolbe foi para o galpão da morte.

Depois de 4 semanas sem comida e sem água, 4 homens ainda estavam vivos, Kolbe era um deles.

Como os nazistas precisavam do galpão para matar mais prisioneiros, aplicaram neles uma injeção letal.

Maximillian Kolbe morreu em 14 de agosto de 1941, aos 47 anos de idade.

Mas Franciszek Gajowniczek sobreviveu ao Holocausto, e viveu até os 95 anos de idade, e nunca deixou de falar do homem que tomou o seu lugar. (Scott Higgins. Father Kolbe, from "The Holocaust" in www.auschwitz.dk).

 

Certo ocasião, Jesus havia pregado o dia inteiro, até que alguém sugeriu a Ele que mandasse o povo embora pra que eles fossem pra casa comer.

 

Então Jesus disse: Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, de comer. (Mateus 14.16)

O plano de DEUS para alimentar o mundo é espalhar os seus ramos, cheios de frutos entre os famintos da terra e anunciar: - venham, todos os que têm fome, comam dos frutos dos meus ramos.

 

Paulo disse: Pois nenhum de nós vive para si, e nenhum de nós morre para si; (Rm 14.7)

 

Mas até quando DEUS está disposto a lidar com ramos que somente consomem e nada frutificam?

Então Jesus contou esta parábola: —Certo homem tinha uma figueira na sua plantação de uvas. E, quando foi procurar figos, não encontrou nenhum. Aí disse ao homem que tomava conta da plantação: “Olhe! Já faz três anos seguidos que venho buscar figos nesta figueira e não encontro nenhum. Corte esta figueira! Por que deixá-la continuar tirando a força da terra sem produzir nada?”

Mas o empregado respondeu: “Patrão, deixe a figueira ficar mais este ano. Eu vou afofar a terra em volta dela e pôr bastante adubo. Se no ano que vem ela der figos, muito bem. Se não der, então mande cortá-la.” Lucas 13.6-9

 

Você percebe a Paciência de DEUS nessa parábola?

Primeiro, é uma figueira no meio de uma plantação de uvas; por três anos consecutivos, o dono da plantação investia na figueira, cuidando, adubando, protegendo das pragas, tudo pra chegar ali e comer alguns figos.

Primeiro ano, nada. Segundo ano, nada. Terceiro ano, nada. Então ele resolve:

- Corte essa figueira.

Mas daí o empregado diz: “ – Patrão, uma última chance, vou redobrar o cuidado, se ano que vem não sair nada, vamos cortar.”

 

Alguns estão nesse prazo: ...mais este ano.

Estaria Jesus sendo radical? Estaria exigindo além da conta? Claro que não.

Ele não pede pra você fabricar o fruto do nada, Ele é a Videira Verdadeira, e nós o ramos. Acontece que é nos ramos que o fruto nasce. Fruto é resposta, é responsabilidade dos ramos se deixarem usar por DEUS.

 

(Ilustração – Resgate do Soldado Ryan.)

Se o Mestre precisar de você, você estará pronto pra servi-lo?

Se o Mestre procurar em você devoção, você o servirá?

ü    Se precisar de alguém que ore com o aflito, você o servirá?

ü    Se precisar de alguém que ensine a bíblia, você o servirá?

ü    Se precisar de alguém que se importe com o perdido, você o servirá?

ü    Se precisar de alguém que ofereça hospedagem, você o servirá?

ü    Se precisar de alguém que leve um enfermo ao hospital, você o servirá?

ü    Se precisar de alguém que visite um encarcerado, você o servirá?

ü    Se precisar de alguém que sustente a obra de Deus, você o servirá?

ü    Se precisar de alguém com tempo disponível para sacrificar, você o servirá?

 

Quero terminar essa mensagem com uma fábula, a fábula da Floresta de Mangas.

Numa certa região da África, às margens de um grande rio, havia uma floresta cheia de mangueiras, onde vivia e se alimentava um grupo de gorilas. Esses gorilas eram governados por um velho, corpulento e sábio gorila, que sempre guardava e protegia a sua tribo.

 

Certo dia, apareceu o rei de um povo distante, mandou construir um castelo no meio da floresta de mangas.

O rei dos gorilas mandou que eles colhessem todas as mangas das árvores e as guardassem num cesto, na árvore mais alta. Eles obedeceram.

Mas aconteceu de cair e as mangas foram parar no rio, onde o rei se banhava.

O Rei viu as mangas, provou das frutas e disse ao seu empregado:

- De onde vem essas frutas?

- Alteza, há uma floresta inteira dessas mangas em volta do seu castelo.

- Pois a partir de hoje, quero todas aquelas frutas à minha mesa.

- Mas Alteza, a floresta é habitada por gorilas que vivem dessas mangas, terá que dividir com eles.

 

Então o rei mandou que seus guardas fossem à floresta e matassem todos os gorilas.

Quando os guardas apareceram, o rei dos gorilas gritou para que todos fugissem da floresta da mangas. Mas os guardas continuaram a perseguição até que os gorilas foram encurralados diante de um penhasco.

O velho gorila-rei então viu que a única maneira de salvar o seu povo era fazê-los atravessar o penhasco. Mas como fazer isso?

 

Então, aquele velho e amoroso gorila-rei, estendeu seu corpo entre as bordas dos penhascos e se fez uma ponte pela qual, todos os gorilas começaram a atravessar.

O esforço era insuportável. Cada um que passava, deixava o velho gorila mais exausto.

E quando o ultimo gorila passou, não agüentando mais o peso, o velho gorila caiu.

 

De longe, do alto do seu castelo, o rei humano observou toda a cena, e admirado com o sacrifício do velho gorila, mandou que seus empregados descessem e o resgatassem.

Trouxeram o gorila para o palácio e o rei correu para ver o gorila que estava quase sem vida.

Então perguntou:

- Você era o rei deles, por que se importou tanto com eles?

O velho gorila então, num ultimo fôlego respondeu:

- É como você diz...porque eu sou o rei deles.

E morreu.

Tocado por essas palavras, o rei ordenou que deixassem os gorilas voltar e viver na floresta de mangas. (www.serve.com/cmtan/buddhism/Stories)

Jesus disse:

Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. João 15.2,5